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Conforto térmico em vestimentas: uma nova perspectiva para a gestão do calor ocupacional
Por Maria Chies As mudanças climáticas e o aumento da frequência de ondas de calor têm levado empresas e órgãos reguladores a reavaliar a forma como o calor ocupacional é tratado nos programas de Saúde e Segurança do Trabalho. Além da preocupação de proteger o trabalhador contra riscos como arco elétrico, fogo repentino ou calor radiante, hoje existe um entendimento cada vez mais consolidado de que a gestão do estresse térmico deve fazer parte da estratégia global de prevenção de acidentes. Esse movimento ganhou ainda mais força com a recente revisão de 2025 da Occupational Safety and Health Administration (OSHA) dos Estados Unidos, por meio do documento Heat Hazard Recognition, que consolida as melhores práticas para reconhecimento, avaliação e controle dos riscos associados ao calor ocupacional. O documento enfatiza que o estresse térmico deve ser tratado como um risco ocupacional complexo, cuja prevenção depende da integração entre medidas de engenharia, controles administrativos, monitoramento ambiental, acompanhamento da saúde dos trabalhadores, aclimatação, hidratação e seleção adequada dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Embora a OSHA não estabeleça um padrão específico para exposição ao calor na iniciativa Heat Hazard Recognition, suas orientações representam atualmente uma das referências técnicas mais completas para programas de prevenção, sendo amplamente utilizadas por empresas multinacionais e incorporadas às práticas de gestão de riscos em diversos países. No Brasil, essa abordagem já encontra respaldo nas Normas Regulamentadoras A NR-01, por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), determina que os agentes físicos, incluindo o calor, sejam identificados, avaliados…
NR-10 2026: O que mudou e como as novas exigências impactam a proteção dos trabalhadores
Por Maria Chies Desde sua revisão em 2004, a Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10) tornou-se um dos principais marcos regulatórios da segurança elétrica no Brasil. Sua publicação representou uma mudança significativa na forma como as organizações passaram a abordar os riscos decorrentes da energia elétrica, introduzindo conceitos como o Prontuário das Instalações Elétricas (PIE), a capacitação obrigatória dos trabalhadores e a adoção de medidas de proteção coletiva e individual. Após mais de duas décadas de vigência, a publicação da nova NR-10, por meio da Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026, promove uma modernização da norma, alinhando-a aos conceitos contemporâneos de gerenciamento de riscos ocupacionais estabelecidos pela NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1 que institui o Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) e incorporando de forma muito mais explícita os riscos associados ao arco elétrico. A nova redação representa um importante avanço para a segurança dos trabalhadores e abre espaço para reflexões técnicas sobre alguns aspectos de sua implementação, especialmente no que se refere aos critérios para seleção dos equipamentos de proteção individual (EPIs) destinados à proteção contra o arco elétrico. Dos Requisitos para a Gestão de Riscos A NR-10 de 2004 foi elaborada em um contexto no qual predominava uma abordagem baseada em requisitos. Embora exigisse análise de riscos em determinadas atividades, não existia ainda a estrutura de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) posteriormente introduzida pela NR-1. A versão de 2026 promove uma mudança conceitual importante ao incorporar explicitamente o processo de identificação de perigos e avaliação…

Por Trás do Rótulo “88/12 FR”: Diferenças Invisíveis que Podem Custar Vidas
Por Maria Chies O crescimento acelerado do mercado de vestimentas de proteção térmica (AR e FR) trouxe consigo um problema cada vez mais preocupante: a falsa percepção de que todos os tecidos com composições parecidas ou iguais oferecem o mesmo nível de proteção térmica, conforto e durabilidade. Há muito por detrás dos processos fabris e qualidade de fibras. Por exemplo, começamos pela famosa composição “88/12”, que representa apenas a composição têxtil de um tecido constituído em 88% algodão e 12% de fibra de poliamida, não sua qualidade, tecnologia, desempenho térmico ou confiabilidade. Dois tecidos com exatamente a mesma composição podem apresentar comportamentos completamente diferentes diante de um arco elétrico ou de um fogo repentino. Essa diferença está diretamente ligada à engenharia aplicada ao tecido, processos patenteados, tipos de tingimentos utilizados, à qualidade das fibras, ao controle de processo de fabricação, à rastreabilidade produtiva e ao investimento tecnológico. O Que Realmente Define um Tecido de proteção térmica (AR/FR) de Alto Desempenho? A proteção térmica não depende apenas da composição nominal do tecido. Ela é resultado de uma cadeia complexa de desenvolvimento tecnológico que envolve: Um tecido com a mesma composição “88/12” pode ser macio, mas apresentar baixa resistência térmica; ou pode ter boa durabilidade térmica, porém ser rígido e encolher excessivamente. Foi justamente nossa história e toda a engenharia avançada que tornou tecidos como o Westex UltraSoft® uma referência mundial no setor, ao incorporar o Nylon de alta tenacidade a um sistema proprietário de proteção térmica, combinando conforto, durabilidade e desempenho…
A Escolha do Tecido Térmico Não é Compra de Commodity – É Decisão de Vida
Por Maria Chies Quando você escolhe um tecido para vestimentas de proteção térmica, não está decidindo apenas entre preços de tabela. Você está decidindo, na prática, se o trabalhador volta para casa depois de um arco elétrico ou fogo repentino – e se a sua empresa vai responder por isso na Justiça ou não. Falar em “custo-benefício” usando tecido barato, sem histórico, sem ensaio sério e sem controle de processo é ilusão perigosa. Tecidos FR não são todos iguais. E quem vende essa ideia está brincando com a segurança do trabalhador.
Proteção Multirriscos na Mineração: Engenharia Têxtil Westex® para Ambientes de Alta Exigência
Por Maria Chies Ambientes de mineração apresentam um dos cenários ocupacionais mais complexos em termos de exposição a riscos combinados. Diferentemente de setores onde os perigos são isolados, na mineração há sobreposição de riscos térmicos, elétricos, químicos e mecânicos. Este artigo analisa os desafios técnicos relacionados à especificação de vestimentas de proteção térmica para esses ambientes e discute como a engenharia têxtil multicomponente Westex® pode contribuir para manter o desempenho protetivo ao longo do tempo, mesmo sob condições severas de abrasão, contaminação e lavagem industrial.

Como a Análise de Riscos Deve Guiar a Especificação Técnica – Parte 2
Se você acompanhou nosso primeiro artigo desse mês, vamos juntos dar continuidade explorando os aspectos fundamentais de uma especificação técnica robusta e eficaz!
Como a Análise de Riscos Deve Guiar a Especificação Técnica – Parte 1
Por Maria Chies Especificar a proteção contra efeitos térmicos de arcos elétricos e fogo repentino é, em última análise, assumir um compromisso com a vida de um trabalhador. Quando o acidente acontece, a única barreira entre o trabalhador e a fatalidade é a eficácia da vestimenta de proteção térmica. Esta vestimenta especificada através de uma ET muitas vezes é negligenciada. Se você sente que sua Especificação Técnica poderia ser mais robusta, ou se as dúvidas surgem na hora de comparar tecnologias de fibras têxteis, este artigo foi feito para você. Vamos elevar juntos o nível desse importante documento.

Guia Westex Brasil 2025: Um Ano de Transformação na Proteção Térmica
O que 2025 trouxe de mais importante para quem trabalha com segurança elétrica, fogo repentino, análise de riscos e seleção de EPIs? Reunimos tudo em um único material especial.
2025: Um Ano de Avanços e Conhecimento em Proteção Térmica com a Westex: a Milliken Brand! ⚡
Chegamos ao final de 2025 com muito orgulho do caminho que trilhamos juntos! Este foi um ano marcado por avanços técnicos, disseminação de conhecimento e compromisso contínuo com a segurança no trabalho, especialmente nas áreas de proteção térmica, capacitação profissional e inovação sustentável.
Por Dentro da Proteção Térmica: Esclareça Suas Dúvidas com Quem Entende – 2a parte
Este mês, abrimos espaço para quem mais importa: nossos usuários. Reunimos as dúvidas mais frequentes que recebemos sobre vestimentas de proteção térmica e preparamos respostas técnicas, claras e diretas. Sabemos que, na hora de escolher a vestimenta, surgem muitas perguntas — e estamos aqui para esclarecer cada uma delas com base em nossa experiência e compromisso com a segurança. Vamos lá para a segunda parte de nossas dúvidas frequentes!